29 de novembro de 2014
Portugueses no Luxemburgo - reportagem da RTP
Reportagem da RTP sobre a realidade dos emigrantes Portugueses no Luxemburgo.
28 de novembro de 2014
Bairro das Lages, quem te viu e quem te não vê!
Longe vão os dias em que era tanto o bulício no Bairro, nas imensas ruas deste Bairro. Tantas eram as crianças, os rapazes e as raparigas. A verdade é que da minha geração (1976) seriam mais rapazes e, por causa disto, a bola era o nosso divertimento. Aquelas ruas eram autênticos campos de futebol, primeiro na terra e depois no paralelo. Como nós, rapazes daquele tempo, sonhávamos com relvados… mais que não fosse por causa dos joelhos e, principalmente, das calças.
Como os tempos estão diferentes! De que se queixam os jovens de hoje? O relvado chegou!
Acabaram-se os joelhos negros e os remendos nas calças! Que lindo está o Bairro! Grande parte das ruas são maravilhosos relvados, lembrando o antigo relvado natural do Estádio da Cruz.
Mas há um problema: no Bairro já não há crianças, no Bairro já não há pessoas! Será esta a razão para a erva crescer tanto, ao ponto de parecer um tapete? Mas há mais problemas: há casas abandonadas e o abandono deixará de ser o principal problema e passará a ser, não faltará muito, a saúde pública!
Sei que não serão casas que possam albergar futuros museus ou casas de “não-sei-bem-o-que-podemos-inventar-mais-para-parecer-que-o-nosso-concelho-está-sempre-em-festa”, mas poderiam ser casas recuperadas, em articulação com os seus proprietários, criando uma bolsa de habitação, por exemplo.
Já várias vezes escrevi, em 2008, por exemplo, e outros também escreveram, sobre o Bairro das Lages (desculpem, mas é o Bairro onde nasci) e projetava nesses escritos, infelizmente, o que está a acontecer e o que mais poderá acontecer. Naturalmente que o Bairro das Lages é daqueles sítios onde só vamos se tivermos mesmo de ir e, por isso, o que não é visto…
Será que é difícil retirar a erva daquelas ruas? Será que é difícil deslocar quatro trabalhadores, dos oito que estão a colocar flores numa rotunda, para o Bairro das Lages? Sei que lhe chamam “Bairro 1º de Maio”, mas não é correto esperar que sejam os habitantes a fazer o trabalho da (s) autarquia(s), como já vi fazer.
Para os mais esquecidos, o Bairro das Lages é freguesia de Valpaços e concelho de Valpaços!
Sérgio Morais
27 de novembro de 2014
INTERIOR 2.0 À PROCURA DE IDEIAS PARA PROMOVER CRESCIMENTO DOS TERRITÓRIOS DE BAIXA DENSIDADE
Um concurso de Ideias que decorre na internet, oito workshops e ativações em escolas em vários pontos do território de Trás-os-Montes compõem, em traços gerais, a segunda edição da Iniciativa Interior 2.0 – repensar estratégias para o interior, cujo arranque é assinalado no dia 1 de Dezembro através do início do concurso de ideias e de um evento para discussão das questões ligadas à interioridade a decorrer na Casa da Cultura, em Alfândega da Fé.
O Interior 2.0 é uma iniciativa da ColorElephant, com o apoio institucional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que tem como objetivo dinamizar as regiões do interior através do envolvimento da sociedade civil. Em 2014/2015, o projeto desenvolve-se no território de Trás-os-Montes, trazendo para a discussão as vantagens e as desvantagens de uma zona com baixa densidade populacional e o que fazer para aumentar o potencial e diminuir os desafios.
Na sessão que decorre na próxima segunda-feira, na Casa da Cultura, em Alfândega da Fé, e que conta com a presença do presidente da CCDR-N, Emídio Gomes, serão apresentadas as conclusões do estudo “Territórios de baixa densidade, territórios de elevado potencial”, coordenado por Luís Ramos, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Fontes: http://local.pt/portugal/lisboa/interior-2-0-a-procura-de-ideias-para-promover-crescimento-dos-territorios-de-baixa-densidade/
24 de novembro de 2014
22 de novembro de 2014
A FADA D’EL REI – VALPAÇOS
No lugar de Santa Maria de Émeres, do concelho vilarealense de Valpaços, existe uma propriedade que foi pertença de El Rei e assim o local hoje chama-se “Vai do Rei”.
Contam os anciãos que, há muitos e muitos anos, morou lá uma fada que era muito bela e que passava a maior parte do tempo sentada numa laje a pentear os seus longos cabelos loiros.
Diziam também que a fada era uma moura por quem o rei se havia perdido de amores, sendo que ele costumava ir ao local encontrar-se com ela, às escondidas de sua família. Como o bom não perdura para sempre, certo dia, o romance foi descoberto e ela foi expulsa para bem longe.
Entretanto, o rei foi obrigado a casar com uma mulher do seu sangue. Contudo nunca conseguiu ser feliz e, por via disso, muitas vezes voltou a Santa Maria de Émeres para ver se descobria a sua fada. Só que nunca mais a encontrou! …
(Baseado em “A Mitologia dos Mouros: Lendas, Mitos e Serpentes”, by PARAFITA, Alexandre, Edições Gailivro, ano de 2006, página 341)
.Pesquisa e adaptação de
TEIXEIRA DA SILVA, AJ
Gondomar, Porto, Portugal
Fontes: http://www.faroldanossaterra.net/2014/11/19/a-fada-del-rei-valpacos/
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